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Estudantes voltam às ruas em mais uma greve por ações climáticas

Estão previstas cerca de 1.500 ações em várias partes do mundo

22/10/2021 às 10h30 Atualizada em 22/10/2021 às 16h07
Por: Da Redação Fonte: EBC
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Estudantes voltam às ruas em mais uma greve por ações climáticas

O movimento ambientalista Fridays for Future convocou para hoje (22) uma nova greve climática estudantil com cerca de 1.500 ações em vários pontos do mundo.

Com o objetivo de pressionar os líderes políticos a agir em meio às alterações climáticas, estudantes de todo o mundo voltam a fazer greve às aulas, num movimento que começou em 2018 com a jovem ativista sueca Greta Thunberg.

Há três anos, Greta Thunberg impulsionou as greves estudantis ao faltar, durante várias semanas, às aulas para protestar frente ao Parlamento sueco, contra a falta de ações climática. Ela volta ao mesmo local para a manifestação de hoje.

A última greve climática global foi realizada em 24 de setembro e reuniucerca de 800 mil pessoas em mais de 1.500 cidades, segundo o balanço do Fridays for Future.

Na página do movimento global que promove as iniciativas, o Fridays for Future diz que os estudantes não têm outra escolha: "Estamos lutando pelo nosso futuro e o de nossos filhos. Fazemos greve porque ainda há tempo para mudar, mas o tempo é essencial".

O objetivo é unir as pessoas em torno da ciência e pressionar os líderes políticos a fazê-lo também e a agir em função da evidência científica.

Entre as medidas reivindicadas, o Fridays for Future quer manter o aumento da temperatura global 1,5°C abaixo dos níveis pré-industriais, assegurar a justiça e equidade climáticas e ouvir a ciência.

Em Portugal, o movimento é organizado pela Greve Climática Estudantil, que culpa o "sistema sociopolítico atual de exploração e opressão, sendo baseado no mito de que é possível ter um crescimento econômico infinito num planeta com recursos finitos".

Em comunicado, o movimento defende que "não basta cortar emissões, é necessária uma abordagem sistêmica aos valores sociais contemporâneos e que essa crise seja tratada como um eixo central na política".

*Com informações da RTP - Rádio e Televisão de Portugal

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